Sustentabilidade empresarial: a grande tendência pós-COVID
July 2, 2020 7:04 PM
A sustentabilidade empresarial é a palavra-chave do cenário pós-covid. Afinal, 85% dos brasileiros desejam ver a proteção do meio ambiente como prioridade na retomada. Hoje conceituaremos o termo, traremos comentários de especialistas e previsões de comportamentos do consumidor pós-coronavírus. No final, abriremos novos caminhos para a sustentabilidade através de uma estratégia promissora. Boa leitura!

A sustentabilidade empresarial é a palavra-chave do cenário pós-covid. Agora será necessário um novo desenho de processos e entrega de valor para a sociedade, afinal, 85% dos brasileiros desejam ver a proteção do meio ambiente como prioridade na retomada.

Neste artigo conceituaremos sustentabilidade empresarial, traremos comentários de especialistas sobre sua relação com pandemias e previsões de comportamentos do consumidor pós-coronavírus. No final, abriremos novos caminhos para a sustentabilidade através de uma estratégia promissora e indicaremos como sua empresa pode apoiar elos fundamentais nesse momento.

A sustentabilidade empresarial

Sustentabilidade pode ser definida, segundo a Comissão Brundtland, como: “O desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender suas próprias necessidades.“ Na Eco 92 foi sintetizado que o desenvolvimento sustentável se baseava nos pilares econômico, ambiental e social: as ações necessitam ser economicamente viáveis, socialmente justas e ecologicamente corretas concomitantemente. Dessa forma, é um processo de desenvolvimento baseado na responsabilidade socioambiental.

A sustentabilidade era vista como uma tendência para o ano de 2020.  Em Janeiro, segundo estudo publicado pela gigante de tecnologia IBM, os consumidores indicavam estar propensos a pagar 35% a mais por produtos sustentáveis e transparentes. Nesse meio tempo, infelizmente, veio a crise do coronavírus, com consequências desastrosas para toda a sociedade.

O cenário da crise

Durante a pandemia, estamos observando diferentes dificuldades no enfrentamento do vírus devido às gritantes desigualdades sociais, ao mesmo tempo que acompanhamos um maior equilíbrio dos ecossistemas naturais com o isolamento social. Ambos os acontecimentos só indicam que, em tempos normais, estamos atuando de forma insustentável.

Em matéria da UOL, o cientista Carlos Nobre, referência brasileira em estudos sobre aquecimento global e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), afirmou que o Brasil teve sorte” de não ser o país onde a pandemia teve seu início. Isso porque a Amazônia tem a maior quantidade de microorganismos do mundo, e nossa pertubação constante desse sistema poderia desencadear um surto global (como já aconteceu, no caso da leishmaniose). Inclusive, segundo o Fórum Econômico Mundial, 31% dos 12.012 surtos de doenças em todo mundo entre os anos de 1980 e 2013 estão ligados diretamente a ambientes que foram devastados.

Nobre ainda ressalta: “O ar de São Paulo e outras cidades está mais limpo com menos carros em circulação nesses dias de quarentena, mas, se as queimadas recomeçarem, esse cenário vai mudar e criar novas vulnerabilidades.” Como a poluição e o vírus atacam o sistema respiratório, de acordo com o cientista, essa combinação é muito perversa.

Especialistas e consumidores apontam para sustentabilidade socioambiental

Para Carlos Nobre, a solução está na sustentabilidade. Ele diz que a Europa e China sinalizam um caminho mais verde para a economia, e o Brasil precisa correr atrás. Essa expectativa, porém, não vem apenas desse especialista.

Segundo Sabina Deweik, mestre em comunicação semiótica pela PUC e pesquisadora de comportamento e tendências, o objetivo empresarial precisará ir além da maximização dos lucros: “Hoje, faz-se necessário pensar no valor concedido às pessoas, no impacto ambiental, na geração de um impacto positivo na sociedade ou no engajamento com uma causa.” No site “O Futuro das Coisas”, a pesquisadora comenta que consumir por consumir sairá de moda.

Juliana Zellauy Feres, especialista em Sustentabilidade, Neurociências e Comportamento, afirma que veremos uma maior exigência quanto a responsabilidade social empresarial. O consumidor será mais atento em relação à postura das empresas.

De acordo com a Box 1824, agência de pesquisa de tendências em consumo, comportamento e inovação, o consumo será cada vez mais consciente e preciso devido à redução da renda da população e à demanda da nova geração - apelidada de sustainable native -, que pôde experimentar temporariamente a concretização dos seus desejos ambientais.

Devido ao maior impacto em populações que vivem em vulnerabilidade, a agência ainda indica que as pessoas esperam uma continuidade nos investimentos sociais para as empresas socorrerem seus stakeholders (de dentro para fora), priorizando assim o consumo destas marcas.

Alguns dados já indicam a possibilidade real dessas previsões: de acordo com pesquisa da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, 48% dos millennials e centennials esperam que empresas sejam exemplos e guiem a mudança durante a crise. No período pós-pandêmico, segundo pesquisa do Instituto Ipsos, terceira maior empresa de pesquisa e de inteligência de mercado do mundo, a proteção do meio ambiente deve ser prioridade para 85% dos brasileiros.

Novos caminhos sustentáveis

Dentre outros pontos, a pandemia ressaltou algo que já sabemos há algum tempo: a sustentabilidade empresarial não é apenas uma mera tendência, é uma necessidade.  As empresas precisarão adotar processos para contribuir positivamente com todos os elos da sociedade.

Sabendo que tivemos um grande aumento na geração de resíduos domiciliares durante a pandemia, principalmente de embalagens, recomendamos a adoção de uma estratégia sustentável capaz de impedir impactos nocivos à natureza e ainda agregar valor a profissionais marginalizados: a logística reversa.

Logística Reversa: uma estratégia de preservação ambiental e inclusão social

A logística reversa é uma das estratégias de sustentabilidade empresarial mais promissoras para o cenário pós-COVID
A logística reversa é uma das estratégias de sustentabilidade empresarial mais promissoras para o cenário pós-COVID

Segundo matéria do Estadão, a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) indica um aumento de 20% a 40% na coleta de recicláveis domiciliares no país.  Dessa forma, a logística reversa é a melhor solução para a destinação correta desses resíduos e também para apoio às cooperativas nesse momento de crise.

A logística reversa pode ser definida como a coleta e reciclagem de produtos e seus resíduos após o consumo do cliente final. Sua implementação é uma obrigação legal para uma série de empresas, como fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores de embalagens ou produtos embalados. Esse segmento, inclusive, precisa reciclar pelo menos 22% das embalagens comercializadas, segundo a lei.

As vantagens da logística reversa segundo a sustentabilidade empresarial

Tendo em vista a possível disposição dos resíduos em aterros sanitários ou em locais inadequados, a logística reversa pós-consumo é uma ótima opção para a redução da poluição e seus respectivos impactos na saúde humana e no meio ambiente. Ela representa um estímulo à reciclagem, redução na exploração da matéria-prima virgem e diminuição na emissão de CO2.

Além das vantagens ambientais, esse sistema traz vantagens sociais. A logística reversa, quando implementada por sistemas que trabalham com cooperativas, contribui na profissionalização, promove aumento de renda e impacta nas melhores condições de vida dos catadores de materiais recicláveis.

Implementando a logística reversa, empresas também evitam possíveis passivos ambientais futuros. Os produtos passam a ter esse viés sustentável, apresentando um novo diferencial competitivo e atraindo consumidores cada vez mais engajados. Dessa forma, o sistema pode apresentar vantagens econômicas.

Vá além da sustentabilidade empresarial

Um dos sistemas de implementação da logística reversa regulamentado é o Crédito de Logística Reversa, desenvolvido a partir de uma lógica de compensação.

O Crédito é baseado nas notas fiscais de cooperativas relativas à venda dos resíduos para recicladoras, as quais informam o tipo de material reciclado e sua quantidade em tonelada. As notas são fornecidas à certificadoras de logística reversa, que as sistematizam e vendem para empresas utilizarem como comprovação legal do processo.

Dessa forma, as empresas adquirentes remuneram cooperativas pelo serviço de coleta das embalagens enquanto têm menor custo operacional que implementar programas próprios. Qualquer marca pode adquirir os Créditos, independente de precisar cumprir a lei ou não, investindo na recuperação e reciclagem de materiais e nos trabalhadores.

Devido às determinações de segurança dos órgãos públicos, muitos catadores estão sem poder trabalhar na coleta, perdendo sua principal fonte de renda. Eles trabalham com resíduos potencialmente contaminados e muitos pertencem ao grupo de risco. Com essa paralisação, os Créditos gerados pelas cooperativas representam o fôlego necessário para atravessar o período de crise.

Realizar a logística reversa através dos Créditos neste cenário não é apenas sobre adotar a sustentabilidade empresarial ou cumprir a lei. É sobre dar ferramentas para que a cadeia da reciclagem e principalmente seus elos mais frágeis consigam resistir a este momento e possam continuar fazendo este trabalho tão importante.

Existem diferentes certificadoras de logística reversa. Entretanto, a Polen desenvolveu uma solução inovadora, premiada e reconhecida: a Plataforma Online de Créditos de Logística Reversa. Se quiser saber mais, preencha o formulário abaixo:


Como vimos, a sustentabilidade empresarial será uma tendência necessária para o cenário pós-covid. Sua empresa precisa começar a se preparar hoje. Implemente a logística reversa através de nossa Plataforma: entenda melhor seu funcionamento neste artigo.

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Referências

Blog Crédito de Logística Reversa

Blog da Polen

IBM

Veja

UOL

Fórum Econômico Mundial

O Futuro das Coisas

El País

Envolverde

Ponto Eletrônico (Portal digital da Box 1824)

Kantar

Instituto Ipsos

Estadão

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